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A importância do design thinking no processo de internacionalização

04/09/2017 em ARTIGOS
Artigo por Mauricio Vianna
Diante de um cenário de mercado doméstico brasileiro em crise, na maior recessão da história, com mais de 13 milhões de desempregados, as empresas precisam encontrar meios alternativos para crescer. Nesse contexto, a internacionalização das companhias em busca de novos mercados passou a ter importância não só estratégica, de ocupação de mercado, como de sobrevivência.

A internacionalização possibilita a empresas com dificuldades de evolução no mercado local [Forbes] pegar carona no crescimento da economia de mercados externos; mover atividades da cadeia de valor para países com menor custo de mão de obra/insumos; explorar a economia de escala centralizando certas atividades de produção em um único país; adquirir conhecimentos sobre novos clientes e tecnologias.

Entretanto, o desafio de internacionalizar não é fácil. Qualquer negócio que queira se inserir em novos mercados precisa começar a se perguntar sobre qual quer explorar, qual vantagem competitiva pretende obter, com qual estratégia e estrutura. A internacionalização exige uma mudança profunda de adaptação interna a diferentes culturas, línguas e normas de administração do país de destino, bem como a modos de consumo do cliente, competição e distribuição.

Com ferramentas e metodologia centradas nas pessoas, o design thinking pode beneficiar empresas no processo de internacionalização, pois revela novos caminhos para modelos de negócios, embasados no conhecimento de mercado e consumidores, consequentemente, aumentando as chances de sucesso.

O raciocínio gerado por meio do design thinking auxilia a identificar oportunidades de valor para clientes, permitindo a personalização de produtos e serviços alinhada a necessidades do negócio, clientes e viabilidade tecnológica.

O design thinking inclui três etapas:
Imersão: conhecer o público-alvo, descobrir e investigar problemas e oportunidades;
Ideação: gerar, por processo de cocriação, ideias que solucionem os desafios encontrados;
Prototipagem: testar e implantar soluções geradas ao longo do processo

Ao aplicar o design thinking, as empresas passam a trabalhar centradas no ser humano, a usar ferramentas visuais para debater desafios, a prototipar produtos e serviços antes de lançá-los no mercado e a trabalhar com equipes multidisciplinares. Com tais equipes, compostas por designers, pesquisadores, administradores, entre outros profissionais, é possível chegar a diferentes perspectivas e formas de pensar, que, combinadas, podem gerar melhores resultados para customização de produtos e serviços em novos mercados.

É fundamental identificar se o negócio a ser internacionalizado consegue oferecer melhor valor do que os competidores, por diferenciação de serviços ou preço. Caso contrário, será muito difícil se estabelecer. Como ferramenta de apoio, o design thinking pode ajudar empresas a descobrir quem é seu cliente e o que ele realmente deseja, pensa e sente.

A internacionalização precisa ser planejada com muito cuidado, principalmente quanto à capacidade de financiamento das operações no exterior, o que pode oferecer muitos riscos. Ainda assim, no mundo atual, o maior risco é não internacionalizar.

*Mauricio Vianna é Diretor da AmCham Rio e CEO da MJV Technology & Innovation

**Os artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião dos editores e da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.

Artigo publicado na última edição revista Brazilian Business. Veja o conteúdo completo http://www.amchamrio.com.br/srcreleases/BB301.pdf
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