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Ação educativa continua a alavancar cultura do seguro no Brasil

06/11/2017 em ARTIGOS
* Artigo por Acacio Queiroz
No Brasil, o segmento de seguros corresponde na sua totalidade a 6%, aproximadamente do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto em países desenvolvidos a parcela chega a ser o dobro. São vários os fatores que justificam a falta de hábito da população brasileira de assumir seguros. Vamos tratar das raízes deste comportamento.

Não se pode ignorar o longo período inflacionário vivido pelo País, que remonta a época do governo republicano no século XIX e nos acompanhou até recentemente. A estagnação econômica e a recessão tiveram reflexo direto no consumo das famílias e a inflação galopante devorava parte do que deveria estar na mesa do trabalhador. Como consequência direta, a população perdeu a noção do real valor do seu dinheiro, que foi recuperada, paulatinamente, apenas depois do plano real.

Na esteira desse processo, o Brasil vivenciou uma série de mudanças econômicas que influenciaram a forma de lidar com o dinheiro. O real valorizado permitiu ao brasileiro realizar suas aspirações de consumo, reprimidas por décadas, enquanto o governo segurava a inflação com altas de juros.

Portanto é muito recente este processo de pensar no futuro, planejar-se financeiramente, poupar e investir. Além disso, por conta do histórico inflacionário, não há uma cultura de finanças pessoais estabelecidas na educação formal do brasileiro.

Soma-se a falta de planejamento financeiro a inexistência de catástrofe naturais em nosso País, como aquelas que acometem o Japão e EUA, por exemplo.

Neste aspecto somos abençoados e não há motivo nenhum para querer que esta realidade mude. Apesar disso, algumas tragédias como as enchentes em Santa Catarina e os deslizamentos na região de Petrópolis já são indícios de mudanças. Mas essa é outra questão.

O fato é que duas décadas de estabilidade econômica não são nada para um país em que 67% da população vivia abaixo da linha da pobreza, sem conseguir que suas necessidades básicas fossem atendidas minimamente. Pensar em seguro naquele contexto era um luxo. Mas o país vem mudando e deverá mudar muito mais nos próximos anos.

Segundo estudo do Pyxis Ibope Inteligência, após a ascensão de grande parcela das classes D/E para a C, a classe B liderará o consumo no Brasil. As famílias da nova classe C e B estão mais maduras para ingressar em um novo patamar de consumo, que inclui a aquisição de seguros. Ou seja, depois de ter conquistado seus bens: carro na garagem, imóvel próprio, eletrônicos de todos os tipos, joias, entre outros itens de alto valor, essa população inicia a fase de buscar tranquilidade para usufruir suas conquistas. A cultura de adquirir um seguro será reforçada a partir do desejo de proteger os bens já adquiridos. E, nesse momento, o seguro ganhará um grau de importância ainda maior junto aos brasileiros.

Mesmo o seguro de automóveis, que é mais popular entre os brasileiros, abrange um pouco mais de 20% dos veículos. O percentual é ainda mais reduzido em outras modalidades como, por exemplo, o residencial. Apesar disso, o Brasil está alcançando um patamar mais sofisticado e abrindo mais espaço para seguros de vida, previdência privada, seguro educacional, proteção a empresas e aos gestores, obras de arte, coleção pessoais, habitacional, bens eletrônicos, cyber, M&A etc.

O desafio que se impõe para o setor é continuar a tarefa de educar a população para que perceba a importância de investir em seguros com o objetivo de garantir mais tranquilidade para o futuro. Sim futuro: uma palavra que começa a ser mais palpável para o brasileiro.

*Acacio Queiroz -Sócio fundador da VIRELD, Economista, Especialista em Liderança, Gestão e Seguros, Presidente do Comitê de Seguros e Resseguros da AmCham Rio.
**Os artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião dos editores e da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.
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