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Conferência de Meio Ambiente e Sustentabilidade marca 13º PBA

05/12/2017 em NOTÍCIAS
Evento anunciou os vencedores e debateu cidades sustentáveis
Robson Barreto, vice-presidente da AmCham Rio; José Roberto de Souza, da United Airlines; Thais Soares, da Energia Sustentável do Brasil; José Lourival Magri, da Engie Brasil Energia; Elizabeth Teles, da Eneva; e João Eustáquio Nacif Xavier, do Ibama
“O Prêmio Brasil Ambiental é um prêmio que marca as atividades da Câmara com o meio ambiente e a sustentabilidade” foi com essa fala que Robson Barreto, vice-presidente da AmCham Rio, deu boas-vindas aos presentes da 13º edição. O evento que, desde 2005, incentiva ações sustentáveis no setor empresarial, aconteceu no dia 30 de novembro, no Palácio do Itamaraty. Patrocinada pela Ecology Brasil e pelo Instituto Souza Cruz, a edição de 2017 trouxe a 1ª Conferência de Meio Ambiente e Sustentabilidade que abordou temas como agricultura familiar, destinação correta de resíduos sólidos e o que falta para o Rio se tornar uma cidade sustentável. Ao fim, foram reveladas as cinco empresas com projetos vencedores.

A abertura ficou por conta de Ricardo Gomes, diretor do documentário “Baía Urbana”, filme que traz uma reflexão sobre o espaço da Baía de Guanabara e o potencial de biodiversidade presente ali.
Moderado por Alfredo Tolmasquim, diretor de conteúdo do Museu do Amanhã, o primeiro painel debateu o que falta para o Rio se tornar uma cidade sustentável e teve como palestrantes Sergio Besserman, presidente do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio, Flavia Beatriz Azevedo Carloni, coordenadora de Sustentabilidade e Resiliência da Prefeitura da Cidade do Rio, e Leonardo Marques, sócio-diretor da Prooceano.

Ao abordar o soft power no desenvolvimento sustentável, Besserman defendeu que, apesar da adoção de micropolíticas ser eficaz, as macropolíticas são fundamentais para engajar a cidade num plano maior de atuação. O economista acredita que a Baía de Guanabara é importante para construção e criação da marca do Rio. “O Rio é dono de uma marca única, um ativo intangível que é o que temos de mais valioso”, afirmou. Para ele, é preciso abrir os olhos para a crise de biodiversidade atual, que ameaça cerca de 30% das espécies “Daqui a 20, 30 anos, se todas as cidades do mundo tiverem despoluído suas baías e o Rio não, essa marca será destruída e a cidade perderá em competitividade e soft power. Trata-se, portanto, de uma escolha definitiva do grau de competitividade que a cidade quer ter”, alertou.

Flavia Beatriz abordou os impactos das mudanças climáticas e a expansão urbana, e disse que estamos caminhando para a resiliência no Rio. Para ela, é importante analisar a infraestrutura do espaço, no quesito mobilidade, e avaliar como é possível adensar a cidade, trazendo a população mais para perto do centro. “Temos que cuidar da expansão urbana da cidade justamente para evitar problemas futuros. A população carioca está envelhecendo, e vai sofrer mais com as mudanças climáticas”.

Leonardo Marques debateu a Baía como um espaço de desenvolvimento econômico e social. O oceanógrafo acredita existir um longo caminho a ser percorrido até atingirmos a conscientização ambiental e ser necessário atuar em todos os níveis: governo, iniciativa privada e população. “Trazer visibilidade aos projetos de educação ambiental é trazer oportunidades para que as pessoas entendam a Baía como parte do espaço que elas habitam e que os problemas vão impactar sua vivência cotidiana”.

Representando o Instituto Souza Cruz, Aline Almeida falou sobre os projetos da empresa para incentivar a agricultura familiar no Rio. Além dela, estavam presentes Sebastião Rezende, secretário executivo do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio de Janeiro, e Danielle Barros, delegada federal da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead). Tanto Sebastião, quanto Danielle acreditam que há uma responsabilidade em promover e fortalecer a agricultura familiar no Rio de Janeiro. Mesmo ocupando 35% da área total dos estabelecimentos rurais, ela ainda não tem visibilidade e carece de políticas que a insiram no contexto da cidade. “Não dá para pensar em sustentabilidade e abastecimento da cidade, sem pensar em agricultura familiar”, afirmou a delegada federal. Sebastião completou dizendo que “esse tipo de produção preserva o meio ambiente e tem ênfase na durabilidade dos recursos e na qualidade de vida”.

O último debate trouxe João Gianesi Netto, presidente da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública; José Henrique Penido, técnico da Comlurb; Letícia Freire, engenheira ambiental do Rock in Rio; e Yara Valverde, gerente sênior da área de Cidades Sustentáveis da Conservação Internacional e moderadora do painel. O tema central foi a importância da gestão de resíduos sólidos no Rio de Janeiro, foi apresentado um balanço da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Para Gianesi, os resíduos devem ser tratados antes de sua disposição final.
Esse ano, o Rock in Rio e a Comlurb fizeram uma parceria para coletar resíduos durante o evento, e os resultados apresentados por Letícia demonstraram que a ação foi efetiva e importante.

Os convidados de honra Hugo Betlem, diretor-geral do Capitalismo Consciente Brasil, e João Eustáquio Nacif Xavier, superintendente do Ibama no Rio de Janeiro, acreditam que o nível de consciência precisa ser elevado e que há necessidade de uma gestão municipal qualificada para lidar com os problemas ambientais. “A sustentabilidade precisa de um consumo consciente”, disse Hugo.

A premiação aconteceu no final da conferência, Renata Chagas, chairperson do Comitê de Sustentabilidade da AmCham Rio, e Luiz Gustavo Bezerra, líder do Grupo de Estudos de Licenciamento Ambiental, entregaram os prêmios às cinco empresas vencedoras. São elas: Engie Brasil Energia, na categoria Ecossistemas com o projeto "Conservação de espécies endêmicas de ictiofauna no Rio Iguaçu"; United Airlines, na categoria Emissões Atmosféricas com o projeto “Programa de lavagem de motores aeronáuticos da United Airlines Brasil"; Eco Panplas Indústria e Comércio de Plásticos, na categoria Empreendedorismo Sustentável com o projeto "Uma solução sustentável para a reciclagem de embalagens plásticas contaminadas”; Energia Sustentável do Brasil, na categoria Inovação com o projeto “Biomarcadores de toxicidade do mercúrio aplicados ao setor hidrelétrico da Amazônia”; e Eneva S.A, na categoria Responsabilidade Socioambiental com o projeto "Projeto de realocação da Vila Canaã: modelo de produção agroecológica".

Confira as fotos do evento: http://bit.ly/flickr13PBA

Conheça mais sobre os projetos vencedores: http://premiobrasilambiental.com/2017/projetos-vencedores/
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