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Investimentos e inovação: criptomoedas ganham destaque no cenário econômico

06/03/2018 em NOTÍCIAS
Realizado pela AmCham Rio, em parceria com a Algar Telecom, tailor-made coloca moedas digitais em debate
As criptomoedas ganharam destaque no cenário econômico nos últimos anos. O debate acerca do bitcoin, criado em 2009, divide opiniões sobre investimento na moeda, mas também revela uma nova forma de rendimento financeiro. Esse foi o tópico abordado no tailor-made da AmCham Rio, no dia 1 de março, realizado em parceria com a Algar Telecom.

O painel de debates se dividiu entre o panorama das moedas digitais e as questões sobre o crescimento das fintechs, e trouxe à discussão Bruno Batavia, coordenador do Departamento do Meio Circulante do Banco Central do Brasil, e Thiago Augusto, CEO da Bit.One. A abertura ficou por conta de Bruno dos Santos, vice-presidente do comitê de TIC da AmCham Rio e gerente de contas corporativas de TIC da Algar Telecom. Além deles, Felipe Araujo, professor e pesquisador em blockchain e moedas digitais na PUC-Rio, foi responsável pela mediação.

O Bitcoin não é a única moeda existente. Há inúmeras categorias e modelos hoje em dia, chamadas de altcoins, mas ele é predominante no mercado. O ano de 2017 mostrou o potencial dessa moeda em revolucionar o mercado financeiro, mas também levantou questões quanto aos investimentos por conta da volatilidade da moeda, que valoriza e se desvaloriza muito rapidamente. Em janeiro desse ano, o mercado de criptomoedas teve seu pico de capitalização equivalente a US$ 813 bilhões, um crescimento de, aproximadamente, 160% em relação ao mês anterior.

O Bitcoin possui um sistema deflacionário que diminui sua quantidade pela metade a cada quatro anos, aproximadamente. O limite ofertado de bitcoins é de 21 milhões. Segundo Thiago, hoje existe cerca de 16 milhões em circulação. “Para mim, a criptomoeda é a revolução econômica mais importante da história humana”, afirma.

Bruno Batavia acredita que o debate em torno das moedas digitais será constante. “Eu acredito que essa pauta, tanto do blockchain, quanto das criptomoedas, vieram para ficar”, disse. Ele comenta também os riscos presentes: “Em termos de segurança ao investidor, esse mercado é para os corajosos. De fato, ainda conseguem alta rentabilidade, mas de uma forma estão expostos a riscos”, ressalta.

O bitcoin é descentralizado, ou seja, não depende de um Banco Central para ser emitido ou negociado. Dessa forma, ao analisar a capacidade de supervisão do BC sobre a questão, Batavia alerta que ainda não existe um marco legal que possibilite a regulação pelo Banco Central. Dessa forma, a atuação do banco fica limitada a alertar sobre riscos de investimento nessa modalidade, por meio de comunicados.

As criptomoedas são um gancho para falar também sobre blockchain. A tecnologia é uma cadeia descentralizada de transações e, entre seus benefícios, o usuário consegue evitar a desconfiança e qualquer tipo de falsificação. “A gente consegue ver alguns modelos de negócios que podem ser beneficiados por conta dessa tecnologia e até registros de transações”, afirma Batavia.

A relevância atribuída ao bitcoin é diferente das outras moedas digitais. Uma estimativa apresentada por Bruno, feita entre março de 2017 e 2018, considerou que a dominância do bitcoin variou de 32% a 85% no Market Cap.

Thiago também mencionou que existe um paralelo entre criptomoedas nas compras e vendas em corretoras. Por exemplo, se o usuário for comprar ethereum – um tipo de altcoin – ele irá utilizar bitcoins, e não dólares, para realizar a compra.

“Se o bitcoin continuar subindo, boa parte das altcoins com projetos sólidos acompanham ele. Até porque hoje o bitcoin é a reserva de valor no mercado de criptomoedas”, destaca o CEO.

A discussão sobre as moedas digitais divide muitas opiniões, como citado anteriormente. Thiago apresentou os pontos principais de segurança de negócios para quem empreende no Brasil, entre eles estão uma estrutura de segurança para o escritório, uma vez que passa a realizar uma grande movimentação financeira, medidas prudenciais para volumes financeiros e o risco de crédito de corretoras.

O CEO também mencionou o CryptoValley. Localizado na Suíça, o local concentra as empresas de criptomoedas, o ambiente regulatório é pró-business e pró-cripto, existe a consolidação de empresas globais de blockchain e uma maior estabilidade jurídica e política, além de um setor financeiro mais competitivo.

“Não pode haver a tecnologia blockchain sem ter a criptomoeda. Então, se hoje a gente vê o bitcoin onde está, não é porque é um ativo especulativo, mas a importância do bitcoin é fornecer o consenso com esse mecanismo de armazenamento, distribuindo inovação. É importante ver que as duas coisas sempre têm que andar juntas”, disse Felipe Araujo, durante o debate.

Ao serem questionados sobre a segurança do ambiente de moedas digitais pela plateia, Thiago respondeu: “A segurança criptográfica da tecnologia em si, até hoje, está intacta”.

O debate se encerrou com uma pergunta de Felipe para Bruno, se o bitcoin está numa trajetória para ser uma moeda global.

“A percepção do bitcoin vem mudando. Teve uma metamorfose com o avanço. Até por conta de delays para custos transacionais ou o valor do ativo, que hoje está migrando de meio de pagamento para reserva de valor. Acho que não vão faltar, do ponto de vista tecnológico, projetos maduros com foco específico em liquidação. Mas o Bitcoin, em relação às funções da moeda tradicional, hoje em dia já tem uma pegada um pouco diferente”, afirmou Bruno.

Confira as fotos do evento: http://bit.ly/tailormademoedasdigitais

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