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Transformações digitais provocam mudanças no consumo de informações

27/04/2018 em NOTÍCIAS
Difusão da inteligência artificial, das mídias programáticas e dos influenciadores são exemplos que geram impactos
O avanço de tecnologias disruptivas está transformando a forma com que organizações lidam com seus negócios e pessoas consomem informações. Segundo relatório da Cisco, líder mundial em TI e redes, em 2019, 80% do consumo global de conteúdo na internet será em vídeo. A dúvida que surge é: quais são os impactos da era digital no modo de vida de pessoas e empresas?

Na manhã da última quarta (25), profissionais de marketing se reuniram na AmCham Rio para pensar essa questão. O debate contou com presença de Alexandre Horta, diretor de Consultoria de Varejo e Consumo da PwC; Fabro Steibel, diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio; Estevão Paiva, especialista global de mídias digitais da Vale e Cristina Ferrari, gerente sênior de marketing da Coca-Cola.

Em pesquisa recente, a PwC revelou otimismo dos brasileiros em relação ao aumento no consumo. Realizada em 27 países, a Global Consumer Insights Survey 2018 apontou que boa parte do consumo será realizado via dispositivos móveis: 41% dos consumidores já realizam compras via smartphones e 30% por tablets.

Segundo Alexandre, confiança e relevância são fatores que influenciam a escolha das marcas pelos cidadãos. “O brasileiro ainda é um consumidor relativamente inseguro, então ele precisa do respaldo de uma marca maior para tomar uma decisão de compra”, disse. O executivo também ressaltou que, no Brasil, 46% dos entrevistados atestaram que, quando buscam um produto, se inspiram no conteúdo divulgado nas redes sociais das marcas.

Pensar o impacto das novas tecnologias na esfera social e empresarial é analisar a presença de algoritmos e chatbots (robôs de atendimento). Apesar de eficientes, Fabro ainda considera os algoritmos “muito limitados em sua forma de calcular”. A geração de dados resultantes de um algoritmo é generalizada, ou seja, não detecta caraterísticas específicas. Uma forma de intensificar seu uso é investir em inovação. Para ele, é preciso ter uma equipe de profissionais capacitados de diversas áreas, a fim de se complementarem.

O incentivo ao relacionamento com o consumidor tende a crescer com a cultura dos chatbots. De acordo com Fabro, “a expectativa é que 70% das marcas vão fazer algum tipo de experiência de chatbot”. Para ele, é essencial que as organizações consigam driblar os custos de inovação e a priorizem na cultura institucional. “Se as grandes empresas não inovarem, há uma chance de elas se tornarem secundárias", afirmou.

Cristina Ferrari trouxe uma visão positiva dos esforços da Coca-Cola em gerir o capital humano. A cultura de real time fomentada pela empresa é um exemplo de resultado da transformação digital. Segundo ela, um time de aproximadamente 80 pessoas está focado no relacionamento em tempo real com os consumidores. “O que a gente busca é estar ali, interagindo com ele no momento em que está acessando nossos canais e em contato com nossa marca”, disse.

Incentivar uma cultural ágil nas empresas diminui o risco e traz novas oportunidades de experimentação, uma vez que a análise de resultados é constante. Cristina acredita que o erro é uma característica importante para alcançar possibilidades mais efetivas. "É só experimentando que a gente dá asas à criatividade”, ressaltou.

Além disso, com o avanço tecnológico, sair do tradicional é necessário. Para Ferrari, "transformação digital significa reaprender a trabalhar". É importante entender quais são os comportamentos necessários para a empresa participar de forma proativa dessa transformação. Entre as soluções mencionadas por ela, empoderar e capacitar o profissional são as principais.

Estevão Paiva apresentou um panorama contextualizado sobre as mudanças no mundo virtual desde o surgimento da web até os dias atuais. Segundo o especialista, 4,2 bilhões de pessoas no mundo têm acesso à internet. Ao longo dos anos, houve uma reinvenção dos meios de comunicação e, consequentemente, transformações na maneira de fazer publicidade, produzir notícias e consumir informação digital. “A gente agora precisa estar constantemente atualizado”, afirmou.

É possível perceber, atualmente, uma produção excessiva de conteúdo. Na perspectiva de que “tudo converge para o digital”, o volume de informação gera desafios de administração para as empresas. De acordo com o especialista, é necessário pensar um controle que gere insights sobre o público.

A segurança digital também é um fator que suscita debate. Os ciberataques, a necessidade de proteção dos dados pessoais e o crescimento da propagação de fake news representam alguns destes problemas na web. Os riscos trazidos pelas notícias de cunho falso têm impacto em todas as esferas da sociedade, não só a virtual. “O problema de hoje é que agora é muito fácil as fake news se tornarem verdade”, ressaltou.

Dado interessante citado por Estevão é que, no presente, tem crescido o uso de bloqueadores de publicidade no ambiente digital, dificultando a inserção publicitária online. Segundo ele, 66% dos jovens entre 13 e 15 anos usam adblocks em pelo menos um device. Com isso, as marcas são diretamente prejudicadas.

O especialista citou três exemplos interessantes que influenciam as diretrizes no mundo digital e geram soluções: as mídias programáticas, a inteligência artificial e os influenciadores. As mídias programáticas, utilizadas por veículos como O Globo, Estadão e Valor Econômico, trazem customização do conteúdo com base em um alvo e não no canal, ou seja, é possível determinar o perfil exato do usuário através de geolocalização, classes sociais, dados demográficos, entre outros. “É sobre encontrar a pessoa certa, no lugar certo e com a mensagem certa”, afirmou.

Além disso, o uso de inteligência artificial na otimização de campanhas, na redução de custos de atendimento com os chatbots e na personalização de plataformas também intervém no consumo. Já os influenciadores ou creators trazem uma mudança de paradigma aos problemas surgidos com os ad blockers e motivam um sentimento de confiança nos consumidores. Com muitos seguidores nas redes sociais, eles fazem publicidade para uma marca, a fim de atingir públicos específicos e gerar engajamento.

O evento contou com apoio da Progressiva Consultoria, Facha, Zoom Out, Instituto Infnet e Zona Internet.

Veja as fotos: http://bit.ly/consumodeinformacoes


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