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Alessandra Amaral integra Abraceel

07/06/2018 em ENTREVISTA
Diretora-presidente da Energisa e líder do comitê do Setor Elétrico da AmCham Rio, é a primeira mulher a assumir cargo de conselheira.
Banco de Imagens Energisa e Arte AmCham Rio
Um estudo do Peterson Institute for International Economics sobre liderança feminina apontou que a presença de mulheres em altos cargos executivos pode render um maior lucro às empresas. As entidades que aumentaram a presença feminina em até 30% dos cargos de alta hierarquia notaram, aproximadamente, um crescimento de 15% em sua rentabilidade, revela o estudo. A razão para isso é que as mulheres aumentam as habilidades de diversidade das organizações. Apesar disso, a igualdade de gênero ainda não é uma realidade no âmbito empresarial. Cerca de 60% das organizações avaliadas não têm presença feminina em seus conselhos e menos de 5% delas possuem mulheres como CEOs.

Formada em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Alessandra Amaral é uma das mulheres que luta para influenciar mudanças nesse quadro. Hoje, diretora-presidente da Energisa Comercializadora e atuante na empresa há 14 anos, ela é a primeira mulher a fazer parte do Conselho da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). Confira abaixo o que Alessandra tem a dizer sobre a perspectiva de liderança feminina, quais desafios ainda serão enfrentados e de que forma as mulheres podem continuar a luta pela igualdade.

AmCham Rio: Para você, qual o significado de ser a primeira mulher a participar do Conselho da Abraceel?

Alessandra Amaral: Acho muito importante a participação das mulheres em todos os setores de atividade, em especial no setor elétrico, onde existe uma predominância do gênero masculino. A Abraceel é uma associação da qual eu participo há muitos anos, e que eu respeito e admiro muito. Então, eu me sinto muito honrada por ser a primeira mulher a poder contribuir nesta associação. Espero que eu seja a primeira de muitas que ainda virão.


AmCham Rio: Grande parte do universo das corporações é composta por homens, mas cada vez mais as mulheres têm assumido papéis de liderança em ambientes corporativos. A que fatores você atribui este crescimento?

AA: Creio que a inserção das mulheres no mercado de trabalho esteja aumentando e que as mulheres vêm se qualificando cada vez mais para assumir posições de liderança. As empresas, por sua vez, exigem crescentemente novas competências, que estimulam a entrada de profissionais com atitudes diferentes em relação aos desafios que são apresentados. É inegável que existem diferenças entre os gêneros, na forma de agir e de se posicionar. Neste sentido, as mulheres acrescentam novos olhares e novas formas de abordar os problemas e prover soluções. Isso é muito enriquecedor para o desenvolvimento dos negócios.


AmCham Rio: Que ações são promovidas pela Energisa para igualdade de gêneros nos postos de liderança?

AA: A Energisa conta, hoje, com mulheres em cargos de diretoria, ocupando posições de extrema importância para a estratégia da empresa, tais como RH, TI e Jurídico, além da Energisa Comercializadora, cuja presidência é ocupada por mim. Em particular, ingressei no grupo há 14 anos, como Diretora de Mercado de Energia, em um momento extremamente sensível para o setor elétrico, pois foi o ano da publicação do Decreto 5.163, marco do modelo de comercialização de energia elétrica. Ou seja, já naquele momento, a Energisa confiou em uma mulher para ocupar um cargo de grande importância e com grandes desafios.


AmCham Rio: Em sua opinião, quais são os principais desafios para o crescimento da representação feminina nos cargos de liderança?

AA: Acho que as empresas devem cada vez mais lidar com os profissionais pela sua competência, evitando a alusão ao sexo. Note que a própria palavra “profissional” em si já não faz referência ao gênero. Ao mesmo tempo, é preciso que as mulheres ajam como mulheres, com as características femininas, pois são elas que acrescentam um tom diferente a rotinas, processos e ao “mindset” enraizado nas organizações, e tipicamente construído por homens. Por fim, há um desafio de ordem pessoal, na constituição das famílias, pois aos homens, por sua vez, será solicitado repartirem as responsabilidades da casa e dos filhos, para não sobrecarregarem as mulheres. Entendo que a sociedade aos poucos está mudando, mas ainda há muito para evoluir neste sentido.


AmCham Rio: Qual mensagem você deixaria para as mulheres que almejam alcançar cargos de alto nível dentro das organizações?

AA: Acreditem na sua capacidade, busquem aprender e se desenvolver diariamente, atentem para a organização, trabalhem com foco, valorizem a articulação, não se deixem intimidar e aprendam com os erros. O restante é o resultado. Tenho certeza de que será o melhor possível.


Fonte do Estudo da Peterson Institute for International Economics: https://piie.com/publications/wp/wp16-3.pdf




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