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OPEN INNOVATION: A revolução da inovação

01/11/2018 em Artigo
Artigo escrito por Tássia Galvão, gerente de Articulações do Laboratório de Inovação Aberta da MJV no Parque Tecnológico da UFRJ
Banco de Imagens: Unsplash
Você já ouviu falar em inovação aberta? Não? Então imagine um espaço onde todos são estimulados a realizarem suas ideias, criarem startups e desenvolverem a continuidade de novos negócios. Alunos, Professores e Empreendedores juntos, criando uma sinergia inigualável, num ambiente permissivo e criativo, solucionando todos os problemas de seus projetos. Bem-vindo à revolução da inovação.

A Inovação Aberta pressupõe o desenvolvimento da inovação para além das fronteiras da empresa, usando habilidades e tecnologias de fontes externas que dispensam gastos durante o desenvolvimento do protótipo, quando utilizam-se recursos externos para encontrar respostas para os desafios de negócio, trazendo diversos benefícios para a organização, como redução de custo e time to market (tempo para comercializar), mais flexibilidade, novas oportunidades e geração de novos negócios. Este tipo de inovação é de fácil adaptação e viabiliza acesso a mercados onde parceiros são mais ativos, mas onde sua participação até então era limitada e gera novas oportunidades comerciais através de atividades de P&D (pesquisa e desenvolvimento) não exploradas internamente. Este conceito permite que as empresas olhem além de suas paredes para trazerem ideias de forma mais ágil, melhorando seus processos e atividades, e também economizando tempo, recursos humanos e dinheiro. Em vez de usar seu próprio orçamento em pesquisa e desenvolvimento, as empresas podem alavancar os investimentos e integrar uma solução tecnológica em um período de tempo acelerado.

A inovação aberta tem o objetivo de desenvolver condições para o surgimento de startups (empresas jovens que buscam a inovação em qualquer área ou ramo de atividade, procurando desenvolver um modelo de negócio escalável e que seja repetível) e spin-offs (processo de cisão entre empresas e o surgimento de uma nova empresa a partir de um grupo que já existe), impulsionando a comunidade acadêmica e a sociedade a criarem a sinergia necessária para o desenvolvimento de projetos voltados ao surgimento de soluções inteligentes de problemas reais da Universidade e das empresas vigentes no mercado.

Existem várias formas de inovar abertamente. A mais conhecida delas é quando uma empresa se apropria de uma inovação criada por outras Instituições, sejam elas privadas ou públicas. Para esta, damos o nome de Inbound Innovation. Envolvimento do cliente, networking externo, participação externa, terceirização de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e aquisição de propriedades intelectuais são alguns exemplos práticos de inbound.

Outra forma de inovação aberta, conhecido como Outbound Innovation acontece quando uma empresa desenvolve um ativo derivado de seu processo de inovação e o disponibiliza para parceiros externos, com o objetivo de aprimorá-lo e/ou comercializá-lo. A CISCO, por exemplo, libera todos os API’s (Interface de Programação de Aplicativo) desenvolvidos por seu time para os seus produtos e serviços. Ou seja, qualquer pessoa pode ter acesso ao código, usá-lo ou evoluí-lo para um devido fim. O terceiro tipo de inovação aberta existente se chama Coupled Innovation e é resultado da união de duas ou mais empresas, com o objetivo de gerar inovação em conjunto, de forma que o grupo envolvido possa explorar individualmente o ativo resultante.

Até aqui você deve pensar que Inovação Aberta é apenas plausível para grandes empresas, mas está enganado. As PMEs (pequenas e médias empresas) também fazem uso desse tipo de Inovação, a diferença habita apenas nos pain points (dores do negócio). Para as grandes empresas, o empecilho é a questão da cultura do negócio e também as barreiras internas para
aprovação e liberação dos recursos para tornar os projetos realidade, o que faz com que o timming seja perdido. Para as pequenas e médias empresas as dificuldades são outras. Se por um lado elas têm a possibilidade de serem mais ágeis por terem maior acesso aos tomadores de decisão e menos burocracia interna, por outro, a falta de recursos financeiros e humanos e a dificuldade de implementar boas práticas de gestão da inovação são problemas majoritariamente vistos acerca de inovação aberta. Para estas empresas, há dois tipos de papel neste cenário, podendo eles atuarem como solvers (resolvedores de problemas) e também como seekers (demandantes de inovação).

Como puderam ver, as empresas têm feito uso e estão abertas cada vez mais para inovação
colaborativa, entendendo que em alguns anos vão existir dois tipos de empresas: as que fazem inovação em conjunto e as que estão fora do mercado.

**Os artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião dos editores e da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.
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