Fale conosco - Downloads - Notícias
Home
Notícia
<< Voltar

Mais evolução ao setor energético brasileiro

03/12/2018 em Evento
14° Brazil Energy and Power e o VIII Seminário sobre Matriz e Segurança Energética reúnem mais de 300 pessoas no Centro Cultural FGV
Foto: Bianca Gens
Autoridades nacionais e internacionais do setor energético estiveram no 14ª Brazil Energy and Power e VIII Seminário sobre Matriz e Segurança Energética Brasileira, uma iniciativa conjunta da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) com a FGV Energia. Realizado no dia 08 de novembro, o evento abordou importantes temas como ‘O papel do gás natural na matriz energética brasileira’; ‘Downstream’; ‘Revisão das regras de integração da geração distribuída em 2019’; ‘Smart grid’ e ‘Revisão do modelo de contratação’. A ocasião promoveu um intercâmbio entre especialistas dos setores público e privado, explorando pontos determinantes para o desenvolvimento do setor energético brasileiro.

A abertura do evento foi realizada pelos diretores das duas entidades organizadoras, Carlos Quintella, diretor da FGV Energia e AmCham Rio, e Manuel Fernandes, diretor da AmCham Rio. Representando a Câmara, Fernandes, que também diretor da KPMG no Rio de Janeiro ressaltou em discurso de abertura o compromisso da entidade com iniciativas voltadas para desenvolvimento do setor. “Reconheço a forte atuação do nosso Comitê de Petróleo e Gás, que este ano conquistou pleitos importantes para toda a indústria. A partir de conversas produtivas e interfaces com agentes, especialistas e estudiosos da área e com o próprio Ministério de Minas e Energia (MME), acredito que estamos contribuindo para um estado profícuo com a possibilidade de ampliar os debates”, declarou.

O papel do gás natural na matriz energética brasileira foi o assunto do primeiro painel. José Mauro Ferreira, diretor da Empresa de Pesquisa Energética do Ministério de Minas e Energia, destrinchou o tema, apresentando grandes passos para desenvolvimento da indústria e do país. “A oferta nacional de gás natural apresenta um crescimento significativo nos próximos 10 anos, impulsionada, principalmente, pela produção do pré-sal, e mais à frente, pela Bacia de Sergipe-Alagoas”, destacou. Participaram também deste debate os especialistas, Francisco José Arteiro, diretor da ONS, Renata Nascimento Szczerbacki, gerente de Estudos de Mercados e Negócios da Petrobrás e David Zylbersztajn, diretor presidente da DZ Consultoria.

Em "Oportunidades de Negócios no Setor de Gás Natural no Brasil" um dos subtemas discutidos foi a necessidade de alteração da legislação. Os participantes debateram sobre os pontos-chave para o aprimoramento da regulamentação. "O mais importante para o investidor é que haja uniformização da regulação”, afirmou Celso Silva da EVP Golar Power. Complementando as informações, Matheus Nogueira, gerente executivo de Novos Negócios da Eneva trouxe a importância da integração da regulação entre setores. "É necessário que a regulação preveja melhor integração entre o setor de gás natural e de geração”, pontuou. Ao final do painel, Carlos Baldi, diretor de Implantação e Operação da GNA, destacou que é necessário que haja perpetuidade da regulação.

O painel ‘Revisão de Regras de Integração da Geração Distribuída em 2019’ teve a participação de Fernando Henrique Schuffner, diretor da CEMIG/ABC Energia; Luiz Eduardo Barata, diretor-geral do ONS; Carla Gaspar Primavera, superintendente de Energia do BNDES e Gustavo De Marchi e Silva, consultor da FGV Energia. Em sua participação, Carla apresentou a visão do BNDES sobre o setor elétrico brasileiro: “o BNDES acredita no setor elétrico brasileiro, que é muito bem visto pelos investidores internacionais. Existe um caminho a percorrer com relação ao mercado livre e desejamos abarcar esse mercado, atrair o capital privado com a expansão da matriz", ressaltou a especialista.

Para abordar a revisão de modelo de contratação, lastros de energia e leilões regionais, foi promovido ainda um diálogo entre os especialistas, Alexandre Viana, diretor da Pacific Hydro; Edvaldo Santana, presidente da ABRACE; Roberto Castro, conselheiro de Administração da CCEE. Na perspectiva de Roberto, é necessário rever o modelo de contratação de Energia no Brasil. Ele também falou sobre a definição dos critérios de repasse às tarifas dos consumidores. “Hoje, o consumidor de energia elétrica é dono de 40% da garantia física do sistema e responsável por 60% do risco hidrológico. Então, salta aos olhos a necessidade de rever o modelo de contratação de energia no Brasil. É preciso trazer o consumidor para o centro do desenho do mercado”, alerta o conselheiro, um dos especialistas do painel de encerramento do evento.

O 14º Brazil Energy and Power e o VIII Seminário sobre Matriz e Segurança Energética Brasileira aconteceram com o patrocínio da Petrobrás na categoria diamante. Petrorio, Shell e Total, na Rubi. Norte Energia, Gol, Delta, Air France, KLM, Gás Natural Açu, Ecology Brasil, Mattos Filho, American Airlines e Spectrum, na Prata; Wärtsilä e Pinheiro Neto na Bronze.

A cobertura completa estará disponível na edição 306 da Revista Brazilian Business, com distribuição prevista para o início de dezembro.
Agenda

mantenedores

OURO

  • Praça Pio X, 15 / 5º andar – Centro
    CEP: 20040-020 – Rio de Janeiro/RJ
  • + 55 (21) 3213-9200
    Fax: 55 (21) 3213-9201
  • amchamrio@amchamrio.com
Redes AmChamRio
  • COPYRIGHT © 2012.