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Prêmio Brasil Ambiental: mais de 14 anos de fomento à sustentabilidade

11/12/2018 em Evento
Cerca de 30 empresas inscreveram projetos na edição deste ano
Foto: Marcelo Cortez
Em sua 14ª edição, o Prêmio Brasil Ambiental reconheceu, por mais um ano, as melhores práticas em sustentabilidade do setor empresarial, durante evento realizado na última quinta-feira (06), no Hotel Hilton Copacabana. Criado em 2005 pelo Comitê de Meio Ambiente da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), a premiação visa estimular empresas a desenvolverem ações socioambientais, fomentando e reconhecendo projetos concluídos ou em fase final de implementação. A iniciativa é aberta à todas as organizações que adotam a sustentabilidade como o pilar estratégico e protagonizam o desenvolvimento econômico do Brasil. Ao longo dessa história, já foram premiados 105 projetos de mais de 58 empresas de diversos segmentos. Neste ano, a premiação recebeu inscrições de mais de 45 projetos em sete categorias: água, ecossistemas, emissões atmosféricas, empreendedorismo sustentável, inovação, resíduos sólidos e responsabilidade socioambiental.

Para a avaliação dos projetos, a AmCham Rio contou com um time de jurados, especialistas de diferentes instituições, que voluntariamente compuseram a banca avaliativa. Participaram desta edição Adilson Gil, superintendente substituto do Ibama no Rio de Janeiro; Cláudio Fernando Mahler, coordenador do Grupo de Estudo em Tratamento de Resíduos Sólidos da UFRJ; Renato Paquet, Diretor do Comitê de Cleantechs da Associação Brasileira de Startups e CEO e fundador da Polen; José Carlos Pinto, diretor executivo do Parque Tecnológico da UFRJ; Daniel Miorando Morita, analista de Projetos da FINEP; João Gabriel Hargreaves, diretor do Instituto Gênesis da PUC-Rio; Telmo Borges, superintendente de Planejamento Ambiental e Gestão Ecossistêmica da Secretaria de Estado do Ambiente; Vandré Brilhante, diretor-presidente do Cieds; Simone Siag Oigman Pszczol, diretora executiva do Instituto Br Bio; Luciana Freitas, gerente do Setor de Logística Reversa na BVRio; Natalie Unterstell, secretária executiva adjunta do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima; Sérgio Besserman Vianna, presidente do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Maria Aparecida Borges Pimentel Vargas, presidente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro (CERHI-RJ); e Ricardo Novaes, especialista em Recursos Hídricos do WWF-Brasil.

Durante a cerimônia foram premiadas as empresas que apresentaram projetos robustos e inovadores para evolução do desenvolvimento sustentável do Brasil. Na categoria ‘Água’, o Sofitel Guarujá Jequitimar foi destaque pelo projeto ‘Emissão Zero Efluentes Líquidos’, no desenvolvimento deste trabalho, a organização deixou de emitir 65 milhões de litros de efluente e reduziram o consumo de 40 milhões de litros de água. Em ‘Ecossistemas’, a Prumo Logística foi reconhecida por seu trabalho com o ‘Projeto de conservação do ecossistema de restinga na região norte fluminense - Porto do Açu’, com um investimento de aproximadamente 30 milhões de reais, foi criada a maior unidade de conservação privada de restinga do Brasil, com aproximadamente 40 km² dedicados à conservação e preservação do meio ambiente. A Votorantim Cimentos foi premiada na categoria ‘Emissões Atmosféricas’ pela aplicação do caroço de açaí como substituto ao coque de petróleo, entre os resultados da atividade estão a promoção da economia circular com foco na minimização da disposição inadequada do caroço de açaí, apresentando uma nova opção de destinação aos resíduos.

O destaque da categoria ‘Empreendedorismo Sustentável’ foi a O2eco Tecnologia Ambiental, a organização apresentou o projeto “Redução de cianobactérias utilizando tecnologia disruptiva”, que após a instalação de ferramentas no Lago do Parque da Cidade de São José dos Campos, apresentou redução de mais de 82% no período de 4 semanas das cianobactérias. Pelo projeto “Produção de Briquetes de Carvão a Partir de Resíduos Industriais”, a Celulose Irani foi reconhecida na categoria ‘Resíduos Sólidos’, colocando em prática o conceito de economia circular e agregação de valor a um resíduo anteriormente destinado ao aterro industrial.

A Engie Brasil Participações, foi premiada em ‘Inovação’ com o trabalho “Sistema de Semáforos Inteligentes de Niterói”, utilizando um conjunto de tecnologias pioneiras na América do Sul, a partir do resultado das avaliações da fase inicial e final do projeto. O trabalho apresenta uma redução expressiva do tempo de deslocamento durante os horários de maior congestionamento da Cidade. Já a CPFL Renováveis, conquistou a premiação na categoria ‘Responsabilidade Socioambiental’ com o “Programa Raízes: Segurança Hídrica no Semiárido do Rio Grande do Norte”, que entre os benefícios possibilita acesso à água dessalinizada para mais de 629 famílias. Desenvolvimento de capacidades por 449 famílias para gestão colaborativa e coletiva de estruturas de abastecimento hídrico em nível comunitário; e fortalecimento organizativo de nove associações comunitárias.


Inovação à serviço da sustentabilidade foi o tema da Conferência

A importância da inovação para desenvolvimento sustentável energia inteligente, cultura de sustentabilidade, novas tecnologias e economia circular, estiveram em pauta na Conferência de Sustentabilidade que este ano teve como temática principal a ‘Inovação’. Agregaram ao encontro como palestrantes e convidados Antônio Celso Junqueira Borges, coordenador-geral de Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Marinhos e Costeiros do Ibama; Fernando Senna, fundador da Orbita; Luis Sabbado, gerente de Geoinformações e Desenvolvimento Florestal da Fibria; Beatriz Luz, fundadora do Exchange 4 Change Brasil e Núcleo de Economia Circular; Daniela Baccas, chefe do Departamento de Meio Ambiente e Gestão do Fundo Amazônia do BNDES; e Paulo Mário Correia de Araújo, presidente da Ecology Brasil.

Nadia Stanzig, gerente executiva da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), deu as boas-vindas representando a entidade e agradeceu aos especialistas e participantes do encontro. Em seguida, convidou Antônio Junqueira, representante do Ibama, para realizar a palestra de abertura da conferência. Em seu discurso, o especialista levou ao conhecimento do público os projetos de inovação do órgão com o uso da tecnologia e novos modelos de trabalho. “O Ibama está tentando se reinventar, principalmente no setor de Licenciamento Ambiental e para isso queremos superar desafios e utilizar as novas tecnologias para renovar o nosso trabalho”, informou Junqueira. Ele também destacou algumas das ações em curso. “Dentro da nossa possibilidade, estamos com projetos regionais voltados para bacias e ao pré-sal, gerando uma economia para empreendedores e mais agilidade no processo de licenciamento do país”, declarou o especialista do Ibama.

Tecnologia e inovação a favor de um futuro mais sustentável foi o tema da palestra do especialista Fernando Senna, que apresentou ao público um novo conceito de energia baseado na utilização de tecnologias, além dos trabalhos da Orbita voltados à geração de energia solar. “Pensando nos desafios que encontramos, desenvolvemos a Orbita, uma startup focada em energia inteligente. A partir dela, buscamos oferecer uma energia de forma simples, barata e mais verde, visando que a tecnologia é o motor para nos aproximar ainda mais das pessoas e chegar ao nosso propósito, que é redefinir a forma como as pessoas se relacionam com a energia”, declarou o fundador da Orbita. Ao final de sua explanação, Fernando deixou uma recomendação à plateia: “inove e use a tecnologia em favor da sustentabilidade, o resultado será a construção de marcas cada vez mais humanas, sinceras e amigas do meio ambiente”, disse.

Luis Sabbado trouxe o Case ‘Floresta Inteligente’, que aplica tecnologias como big data e inteligência artificial na floresta cultivada, uma iniciativa desenvolvida para mensuração de áreas, relevo e árvores para inventário. “O uso da tecnologia nos traz a garantia de uma gestão ambiental muito boa. Quando implementamos uma nova tecnologia, é verdade que o custo aumenta, mas na medida em que conseguimos dominar o processo, há uma redução significativa”. Ele apresentou como resultado uma economia de 12% dos custos de monitoramento e atualização, além de viabilizar inúmeros projetos de modernização, gerando acréscimo de 1,2% na base florestal da empresa, entre outas contribuições do projeto ao meio ambiente. “Esse programa é uma arquitetura de iniciativas e o nosso principal objetivo foi consolidar todas ações da área florestal em um único projeto, onde pudessem ser implementadas novas produções e tecnologias, potencializando a possibilidade de ganhos de maneira sustentável”, destaca o gerente da Fibria.

Na perspectiva da economia circular, Beatriz Luz, discorreu sobre inovação, crescimento econômico e redução de impactos ambientais. A especialista destacou pontos como a importância de entender os novos modelos de negócios, ter um olhar sistêmico voltado ao design e mudança de mindset para implementação dessa estratégia. “Economia circular é repensar a visão do crescimento. Esse olhar de produção mais limpa e de gestão eficiente de recursos não é mais suficiente, precisamos trabalhar com efetividade para uma gestão inteligente dos recursos naturais. É necessária uma visão de crescimento para que haja evolução com equilíbrio ambiental”, apontou. A fundadora do Exchange 4 Change Brasil disse também que a economia circular propõe novas formas de produzir, consumir e se relacionar. “É o desenvolvimento de novas parcerias, pensar em novas transações, em performance e principalmente, como gerar valor”, complementou Beatriz.

A conferência foi encerrada com a palestra da convidada especial do evento, Daniela Baccas, chefe do Departamento de Meio Ambiente e Gestão do Fundo Amazônia do BNDES, que discorreu sobre a importância da sustentabilidade, sob a ótica humana e financeira. Ela citou um conjunto de métodos e indicadores que o Brasil e o Banco aderiram para assumir um maior compromisso com o meio ambiente. “O BNDES está engajado com o papel do desenvolvimento do país. As nossas linhas voltadas para políticas em sustentabilidade são as que tem menor taxa de juros, justamente para fomentar mais ações sustentáveis. O banco também parou de financiar energia térmica à carvão, o que reitera nosso compromisso com o meio ambiente. As iniciativas mais robustas são aquelas que todos cooperam com a indústria, setor público e sociedade”, finalizou.

O 14º Prêmio Brasil Ambiental e a Conferência de Sustentabilidade foram patrocinados pela Iuperj e pelo Hilton Copacabana com apoio da Executive One.

Veja mais fotos do evento: https://www.flickr.com/photos/amchamrio/sets/72157703024072281

A cobertura completa você confere na Revista Brazilian Business, edição 307.
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