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Michael Page segue cada vez mais digital e com perspectivas de crescimento no Brasil

05/02/2019 em Entrevista
Em exclusiva, André Nolasco, diretor da Michael Page Rio de Janeiro, conversa com a Câmara sobre tendências da área de R&S, habilidades mais buscadas pelos empregadores e setores promissores em 2019
Acervo Michael Page
Presente há mais de 18 anos no Brasil, a Michael Page é um dos grandes players mundiais da área de recrutamento. Fundada na Inglaterra em 1976, é voltada à seleção de profissionais para cargos de média e alta gerência nas mais diversas áreas. De acordo com o “Global Recruiting Trends 2018” – Tendências Globais de Recrutamento 2018 – do Linkedin, a inteligência artificial já é uma realidade para a área. A pesquisa aponta que em 56% dos casos a IA é utilizada para realização de triagem e outros 58% para aquisição de novos talentos. Buscando entender os impactos da transformação digital para esse setor, as perspectivas da companhia e habilidades para que o profissional se prepare para este futuro que já começou, a AmCham Rio conversou com André Nolasco, Diretor da Michael Page Rio de Janeiro.

AmCham Rio: Qual a visão da Michael Page sobre o futuro do Recrutamento e Seleção?

André Nolasco: A questão da digitalização da indústria como um todo, é um processo irreversível, e cada vez mais presente no mercado. Hoje, já é possível acompanhar vários processos de inteligência artificial e de gamificação para análise de competências. Nas posições de c-level, acredito que o processo de digitalização será menos impactante do que em posições de entrada. A Michael Page tem uma célula global que observa tudo que está surgindo de novas tecnologias dentro do mundo de recrutamento e seleção, com isso, vamos realizando alguns testes para avaliar sua efetividade e assim apresentá-los ao mercado.

AmCham Rio: Como a Michael Page se prepara para o futuro cada vez mais digital do R&S?

AN: Dentro da célula global da Michael Page realizamos alguns pilotos que acompanham desde o início do processo seletivo ao retorno que o profissional irá receber, e como a entrevista será conduzida. Descobrimos inúmeras oportunidades de uso da tecnologia para obter ganhos para área. Por exemplo, há 25 anos atrás, não conseguíamos sequer falar com os candidatos, pois celular não era tão comum. Hoje em dia é muito diferente, conseguimos fazer uma entrevista por videoconferência, que apesar de não ser igual a presencial, cobre 90% de seu conteúdo. E isso é apenas um exemplo básico da transformação digital.

AmCham Rio: A Michel Page tem planos de expansão no Brasil?

AN: Sim, inclusive nossa projeção é crescer 30% no próximo ano. Além disso, estamos com novas apostas e planos de aberturas de novos escritórios. Estamos bastante otimistas que alcançaremos este objetivo, o mercado está retomando e já é possível perceber essa retomada em diversas áreas.

AmCham Rio: Ao longo de seus 42 anos de atuação global, 18 desses no Brasil, que mudanças foram percebidas pela Michael Page com relação as políticas de diversidade das empresas e como elas contribuem para contratação de equipes mais diversas?

AN: Atualmente, há um equilíbrio maior entre diretores homens e mulheres, principalmente no setor de engenharia, onde a diretoria era composta quase que majoritariamente por homens. Lá atrás o processo seletivo era muito diferente. Hoje há um número crescente de solicitações de empregadores para que haja uma composição diversificada entre os contratados. Inclusive, percebemos que a demanda não é apenas por diversidade de gênero, raça ou etnia, mas também de pensamentos e competências diversificadas. Por exemplo, anteriormente trabalhávamos com clientes que contratavam sempre o mesmo perfil. Hoje, podemos observar as mesmas empresas trazendo pessoas com diferentes abordagens para sua equipe. É um movimento que está em voga e que esperamos que seja perene.

AmCham Rio: Quais serão as habilidades mais buscadas por empregadores em 2019?

AN: Logo que a Michael Page chegou ao Brasil, as empresas buscavam habilidades técnicas e tudo que estava ligado à uma formação ou conhecimento de uma área específica, o drive era o da capacitação de determinado profissional. Com o passar dos anos, isso foi mudando, além dessas competências, as empresas começaram a atentar para as questões comportamentais, tendência que começou entre os anos de 2007 e 2008. Podemos listar uma série de competências que aparecem entre as mais buscadas pelos empregadores, entre elas liderança, resiliência, fit cultural com a empresa — valores alinhados com os da organização — algo que tem sido cada vez mais explorado pelas companhias. E claro, que ter uma formação técnica e uma experiência em determinado setor, permanecem, mas as organizações foram entendendo que o fit cultural faz parte do processo seletivo e quanto mais a pessoa estiver alinhada ao perfil da organização, mais chances ela tem de permanecer na empresa.

AmCham Rio: Quais áreas devem contratar mais este ano?

AN: No Brasil, vemos uma continuidade nos setores de agronegócio e energia. Outro segmento com perspectivas positivas é farmacêutico. Agora, o ramo da tecnologia que cada vez mais se integra a outros setores, é um mercado que está em grande expansão. No Rio de Janeiro, vemos uma retomada gradual do setor de Petróleo, principalmente prevista para o segundo semestre. Esses são os setores promissores para 2019.

AmCham Rio: Em sua opinião, quais estratégias são importantes para quem busca um novo emprego em 2019?

AN: Para o profissional que busca uma nova vaga é preciso ter muito foco. É acordar de manhã e buscar o emprego como se estivesse trabalhando. É importante manter-se atualizado, buscando uma educação continuada, assim fazer cursos e frequentar palestras referentes à sua área de interesse, pois isso desenvolve networking e amplia as oportunidades. Networking para quem está buscando emprego é a palavra-chave. É importante sempre buscar eventos que possa fazer conexões, além de manter contato com pessoas com quem já trabalhou e também profissionais da área de recrutamento.

AmCham Rio: E para quem busca uma transição na carreira, quais são as recomendações?

AN: Para estes também é importante manter o networking. O grande erro é que as pessoas apenas começam a se preocupar em ampliar suas conexões quando estão em busca de recolocação no mercado. Busque atualizar-se, mas não esqueça de olhar além de sua área de trabalho e empresa atual. Faça conexões e amplie sua rede.
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