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Conferência de Sustentabilidade 2019

03/06/2019 em Notícia
Especialistas falaram sobre o papel da liderança frente à urgência de difundir o tema
Yellow Fotografia
Como fazer com que a sustentabilidade seja mais do que um discurso e aplicá-la de fato à sua empresa? O que é preciso fazer para engajar seus colaboradores? Como o tema influencia na relação com os investidores? Essas e outras questões sobre governança, liderança e engajamento foram debatidas no dia 29 de maio, no Sofitel Ipanema. Com mediação da diretora de desenvolvimento institucional do Cebds, Ana Carolina Avzaradel Szklo, as líderes Katielle Haffner, Sonia Favaretto e Anna Paula Rezende se reuniram em um painel especial para falar sobre o tema que cada vez mais ganha importância no meio corporativo.

Logo na abertura institucional, Pedro Spadale, gerente executivo da AmCham Rio, anunciou o propósito do evento. “Nós todos sabemos o quão fundamental é que as lideranças se engajem ao tema Sustentabilidade, sem isso, vira uma batalha quixotesca de cada um de nós. Este é o objetivo desta conferência, engajar para que a sustentabilidade ultrapasse as barreiras dos discursos e torne-se realidade nas companhias e na sociedade”, destacou. Para Eduardo Kantz, líder do Cômite de Sustentabilidade da entidade e diretor de Sustentabilidade & Jurídico na Prumo Logística, a iniciativa busca também apresentar as boas práticas a fim de envolver mais e mais organizações. “Este evento tem o intuito de entender como as empresas de diversos segmentos trabalham a sustentabilidade, qual o papel do líder na mudança de cultura e como engajá-lo”, ponderou o líder do Comitê que promoveu a iniciativa.

Para dar início ao talk show, a mediadora Ana Carolina frisou a importância da agenda da sustentabilidade ser colaborativa. “Quando pensamos no clima, na água e nos objetivos do desenvolvimento sustentável, percebemos que é uma agenda muito grande para uma única empresa, um único setor e, até mesmo, um único país. É uma agenda que se integra e precisa da união do maior número possível de interessados para fazer acontecer”, apontou. “É um ambiente em que se consegue trabalhar em conjunto, trocar experiência, enfrentar desafios e fazer negócios, mas acima de tudo, é um ambiente em que todos trabalham para ser mais sustentáveis”, acrescentou.

A afirmação que sustentabilidade está no mundo dos ideais há muito está ultrapassada. A ordem do mundo exponencial é promover negócios que gerem o menor impacto possível, além de práticas que estimulem o desenvolvimento das sociedades. Durante o encontro ficou bem claro que o tema deve ser incorporado ao mundo dos negócios. “É preciso desmitificar algumas coisas: não existe mais esse dilema ‘ou a empresa dá lucro ou ela é sustentável’. Na verdade, estamos falando de uma grande agenda que traz risco, mas pode trazer muitas oportunidades”, afirmou Sonia, que é diretora de imprensa, sustentabilidade, comunicação e investimento social da B3. “Como estamos falando de uma grande transformação, o apoio do líder é fundamental, porque faz toda a diferença”, completou.

Para Anna Paula Rezende, diretora executiva de talentos e sustentabilidade da White Martins, o primeiro passo para tornar sua empresa sustentável é mapear suas prioridades. “Se ela prioriza a mão-de-obra, transporte e energia, por exemplo, eu preciso identificar como a sustentabilidade se aplica, como tem maior eficiência e como ela pode influenciar na minha cadeia”, orientou a palestrante, que ainda completou dizendo que o ideal seria cada área olhar para seu trabalho e tentar aplicar a sustentabilidade. “Afinal, ela pertence a todos nós”, resumiu.

Pensar em sustentabilidade perpassa o conceito de preservar os recursos ambientais. Katielle Haffner, senior category brand manager da Coca-Cola, trouxe ao painel a maneira que a empresa consegue ir além do cuidado com a natureza. Através do Instituto Coca-Cola, que completou 10 anos, é possível lidar também com questões sociais. “A sustentabilidade também engloba desafios sociais. O Instituto já empregou 1,2 milhão de jovens e foi reconhecido pelo MEC como instituição com maior empregabilidade”, destacou ela. “De nada valia ir às comunidades, fazer o coletivo, profissionalizar adolescentes e não dar o primeiro emprego. Como somos uma grande empresa e temos muitas conexões, conseguimos fazer a intermediação com nossos key accounts para que eles tenham a oportunidade de trabalhar”, acrescentou.

A importância de engajar a alta liderança

Eventos mundiais e o olhar dos investidores para a sustentabilidade não deixam dúvidas de que a sustentabilidade faz parte do meio corporativo. “À medida que o interesse dos investidores por essa agenda aumenta, as empresas recebem uma mensagem, a de que a sustentabilidade é mais essencial do que nunca. Então se a companhia não está fazendo nada por isso, não tem nenhum propósito, ela não vai ser vista”, assegurou Sonia.

Ela ainda frisou dois grandes desafios: timing e comparabilidade de informações. “É preciso entregar o relatório de sustentabilidade junto com o relatório anual da empresa, porque é quando o investidor vai ver. Ao mesmo tempo, é preciso comparar essas informações com o que está acontecendo no mundo, porque tudo é integrado”, destacou a palestrante. Para adquirir mais financiamento, Anna Paula ressaltou a importância de a empresa também mostrar o quanto está envolvida com as causas sociais. “O interessante é fazer isso com o próprio produto, evidenciar que ele é importante para desenvolver as comunidades. Para isso, é preciso identificar o que tem mais a ver com o negócio e incluir os colaboradores na causa”, aconselhou.

No entanto, para que funcionários e demais stakeholders se comprometam nas causas sustentáveis, antes de tudo é de suma importância engajar os líderes. “As pessoas querem sentir orgulho de trabalhar onde trabalham. Elas cobram as mudanças e a sustentabilidade passa por todos”, disse Katielle. “No caso da Coca-Cola, verificamos onde causamos mais impacto e cruzamos as externalidades. Mesmo se tratando de uma grande companhia, não é possível abarcar tudo e, assim, trabalhamos em cima desses pontos”, exemplificou Katielle. “A liderança é fundamental. O ideal é que ela inspire, conduza e seja exemplo para todos. Se ela não for assim, pode ter certeza de que outros agentes a provocarão para prestar atenção na sustentabilidade”, concluiu Sonia.

O encerramento da Conferência ficou por conta de Denise Hamú, representante da ONU Meio Ambiente no Brasil. “Apesar de todas as questões de urgência que estamos passando em relação ao meio ambiente, o mais importante é que estamos aqui discutindo. Há muito tempo, as Nações Unidas não conseguem mais contar apenas com os países, o contato com as empresas é imprescindível”, explicou. “A impressão que temos é que sempre estamos tentando corrigir as ações, é difícil prever. Mas é essencial que caminhemos juntos, empurrando e ajudando uns aos outros”, finalizou ela.

O evento teve o patrocínio do Fairmont Rio de Janeiro Copacabana e Spectrum Geo Brasil.

Veja mais fotos do evento: https://www.flickr.com/photos/amchamrio/albums/72157708907467031



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