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Qual o nível de maturidade da sua empresa em Gestão de Terceiros?

17/07/2019 em Notícias
Em um cenário de crescimento do trabalho terceirizado, especialista falou sobre maneiras de evitar riscos
Acervo de Imagens Amcham Rio
Com a aprovação da Lei 13.429/2017, a contratação de serviços terceirizados passou a ser irrestrita, ou seja, agora as atividades-fim das companhias também podem ser realizadas por fornecedores externos. Em um contexto de crescente aumento do trabalho terceirizado, a Amcham Rio convidou Bruno Santos, especialista em gestão de riscos da Bernhoeft, para conduzir o quarto Fórum de Gestão, realizado no dia 10 de julho.

Embora a contratação de mão de obra terceirizada possa representar menos responsabilidade para as empresas, a falta de monitoramento e má gestão desses funcionários podem resultar em crises para a contratante. Dessa forma, algumas etapas precisam ser seguidas na gestão dessa mão de obra. Segundo Bruno, o primeiro passo para o gerenciamento é definir uma equipe responsável para controlar os riscos envolvidos nas operações.

“Cada empresa tem suas regras e sua cultura, então não há um setor específico para fazer a gestão; o importante é que essa área exista”, destacou. “Mesmo que se decida contratar uma consultoria como a Bernhoeft, é necessário que essa equipe exista porque só a contratante tem poder sobre o fornecedor”, completou ele.

A segunda fase diz respeito à contratação em si. É importante que se faça uma homologação com a análise dos concorrentes e que o acordo seja fechado com aquele que oferece menos riscos. “Hoje em dia não existe mais a cultura de pagar mais barato, porque isso pode se tornar mais caro depois. A parte da homologação é bem estratégica e, além de ser realizada no momento da contratação, deve-se refazer a cada ano para acompanhar o desempenho daquele fornecedor, a vida financeira, se ele ainda tem as documentações necessárias, entre outros”, ressaltou Bruno.

Ainda de acordo com o especialista, existem três riscos principais que as organizações devem se atentar: financeiro, segurança do trabalho e trabalhista. Também é preciso realizar uma avaliação mensal com foco trabalhista, já que, para ele, esses riscos são muito altos no Brasil. “É necessário acompanhar o fornecedor para garantir que o funcionário receba seu salário e todos os seus direitos, como décimo terceiro, férias, FGTS, horas extras, intervalos de almoço”, frisou. “No entanto, não é preciso controlar os três simultaneamente, mas entender qual risco é o mais provável de acontecer e, assim, fazer um monitoramento mais eficaz”, afirmou.

“Se você vai contratar um fornecedor para pintar as paredes de uma planta industrial por cinco dias, não haverá risco financeiro, porque se ele falir ou sumir, só umas paredes vão deixar de ser pintadas; também não vai existir risco trabalhista, pois o período de contratação é curto e, provavelmente, não há chances de processo. Porém, quando é uma indústria, o risco de acidentes é alto e, por isso, é preciso garantir a segurança desse funcionário”, exemplificou o palestrante.

Devido à longa experiência na gestão de terceiros,a Berhnoeft criou uma classificação para segmentar as organizações em cinco graus de maturidade : o reativo, em que não há uma prevenção dos riscos e a empresa têm vários problemas com terceirizados; o básico, onde há um controle muito simples, mas já existe a consciência da importância da gestão de terceiros; o planejado, onde a companhia tem a cultura de gerenciar a relação com os terceiros, com definição dos processos e controle de documentos; o otimizado, em que há a integração de vários setores e um comitê de terceirização, também existe automação de indicadores, um sistema integrado e até auditoria de campo. Já o nível estratégico é o ideal; existe um uso intensivo de tecnologia e todos os processos são automatizados.

“O primeiro passo é reconhecer qual nível sua empresa está para definir os planos de ação no gerenciamento. Também é muito importante que essa evolução seja step by step. Se sua companhia está no nível 2, mire o nível 3 e não pule etapas. Tenham sempre em mente que o objetivo não é apenas chegar no nível estratégico, mas buscar evoluir a gestão sempre mais”, aconselhou o palestrante. O Fórum de Gestão é um evento mensal exclusivo para associados que além de discutir os principais temas do ambiente corporativo, aborda soft skills que podem ser aplicadas tanto no mercado de trabalho, quanto na vida pessoal.

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