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Resiliência, confiança e auto-afirmação: as lições de superação de executivas da CNN Brasil, Bolsa de Chicago e IHS Markit no W Conference

06/11/2019 em Notícias
Equidade de gênero no mercado de trabalho foi abordada no 2º W Conference
Tessa Major, Luciana Barreto, Dyene Galantini, Roberta Paffaro e Aline Lourena compartilharam suas trajetórias no mercado de trabalho na 2ª edição do W Conference.
Não foi só com determinação que as executivas que participaram do nosso W Conference construíram suas carreiras. Também teve resiliência, propósito, confiança e auto-afirmação, como atestam Luciana Barreto, âncora da CNN Brasil, Dyene Galantini, diretora global de Marketing da IHS Markit e vice-líder do Comitê de Marketing da Amcham Rio, Aline Lourena, CEO da agência TheLírios, Tessa Major, diretora comercial do Porto do Açu, e Roberta Paffaro, diretora de desenvolvimento de mercado do CME Group (Bolsa de Chicago).

A liderança feminina, representatividade e maior participação da mulher no mercado foram alguns dos temas dialogados entre palestrantes e plateia na segunda edição do nosso W Conference.
No dia 18 de outubro, o evento reuniu líderes de diversos segmentos no palco do CRAB (Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro) para dividir suas trajetórias profissionais e pessoais, além de fomentarem ainda mais a equidade de gênero.

Galantini iniciou o ciclo de palestras falando sobre como superou o transtorno bipolar. “A relação entre a arte e a doença mental é muito bem estabelecida. Minha médica me aconselhou a escrever e assim nasceu o livro ‘Vencendo a mente: como uma executiva de sucesso superou o transtorno bipolar’. Para mim, ter sucesso é quando você consegue levantar da cama, por exemplo”, disse. A palestrante ainda citou estratégias que a ajudaram a driblar o problema: “aceitar a doença, tomar remédios e fazer terapia; fazer exercícios físicos regulares e ter alimentação equilibrada; meditação; me cercar de família e amigos e ter um propósito além do trabalho, que no meu caso é o voluntariado”, completou Galantini.

Segunda a subir ao palco, Lourena focou sua apresentação na diversidade de gênero e racial. “Minha vida teria sido muito mais tranquila se eu quisesse ter sido só uma executiva. Mas eu quis ser uma executiva, negra, que luta e que quer transformar o mundo em que vivemos. Meu objetivo é abrir caminhos para que outras também ocupem os espaços que quiserem”, pontuou. A cineasta e fundadora da agência TheLírios, que tem foco na mulher negra e indígena, ainda acrescentou: “Precisamos de uma sociedade mais justa. A diversidade não é algo que o RH da empresa deve propor, mas é preciso que a sociedade como um todo se abra para a diversidade e inclusão. Precisamos urgentemente avançar nessas questões no Brasil”.

Gênero e liderança

Major, da Porto do Açu, frisou que liderança independe da questão de gênero. Em seu discurso, falou sobre como as mulheres tendem a se cobrar e, também, a serem mais cobradas quando exercem funções de liderança. “Meu chefe me dava mais e mais atividades e eu cheguei a adoecer. Ser mulher é uma responsabilidade adicional: precisamos ser fortes para lidar com as pressões internas e externas”, ressaltou.

A executiva ainda deu alguns conselhos às mulheres: “seja resiliente com equilíbrio; pergunte o porquê das atitudes, mas sem julgamentos ou rótulos; tenha coragem, convicção, paixão e perseverança; seja confiante e reconheça seu potencial; responsabilize-se pela transformação e, por fim, seja uma incentivadora de pessoas”, enumerou.

Paffaro compartilhou sua trajetória profissional e a transição de uma carreira consolidada no jornalismo para um universo totalmente desconhecido na economia. “Temos que nos aperfeiçoar o tempo todo. Estudar sempre abre novos horizontes e o sucesso será resultado das nossas escolhas”, afirmou. “Ter mais confiança; negociar sem medo, saber equilibrar a vida pessoal e profissional, delegar funções e se posicionar são atitudes que precisamos exercitar para nos destacarmos no mercado corporativo”, continuou.
Interseccionalidade

Última palestrante do dia, Barreto é a primeira âncora negra da CNN Brasil e mestre em relações étnico-raciais, compartilhou sua história e luta contra o racismo no país. “O curioso é que nunca tinha me imaginado como apresentadora de televisão porque, na realidade, não existiam apresentadoras negras – o audiovisual brasileiro é branco. Nunca sonhei com isso, porque não tinha referências. E quando não temos referências, ferimos o direito das pessoas se verem em posições de poder”, destacou a jornalista.

“Visito várias escolas públicas para mostrar para as crianças que é possível sim mudar a realidade do jovem negro. No entanto, precisamos nos atentar para não cairmos no heroísmo, porque não somos heróis. Lutamos para que nossa sociedade tenha mais inclusão e diálogo”, ponderou.

Por mais que as mulheres em geral lutem por melhores condições sociais, políticas e econômicas, Luciana pede atenção para o termo “interseccionalidade”, uma soma de opressões que articulam gênero, raça e classe, ou seja, um grande problema enfrentado por mulheres negras. “Precisamos que as mulheres entendam nossas particularidades e coloquem nossas lutas em todas as pautas”, concluiu.

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